22 de Setembro de 2014

Behind the door

Photo and edition by me
Hello there :) How are you? I've been working like an aholic, I think when this all over I'll hibernate for a couple days. That's for sure!! Well, at least the illustrations are almost done, and I can't wait to share with you.
The photograph above it's been on my mind for a long time (I'm always taking daily notes about my ideas), then 2 weeks ago I was hanging out with my best friend when i got the vision (if you know what I mean)!!! Is about finding within ourselves the key to unlock the golden door of freedom, individually.
Now I have to get back to work.. another night, another fight! Wish you a wonderful start of the week :)

6 de Setembro de 2014

You and I, Blood Lines

Hello sunshines,

How was your summer? Hope you had enjoyed very well 'cause I do. This summer's been so peaceful, calm and productive, very perfect. Even when I spent almost the entire season illustrating my first children's book, which will be completed very soon. And I just got another book to illustrate this month! I'm very happy about it and I can't wait to share with you. Now you know why I've been so absent from the blog.
Those who follow me on Facebook know that I started last July a challenge of 186 days of creative sketches, it goes from June 29th till December 31st (you can follow it on Section "186 Days Of Sketches", blog click here or facebook click here - In October I'll update the album with all sketches from 9th July). I've been feeling so creative that I had to find a quick way to throw it all out, not to mention that's one of the best exercises to practice, I truly recommend.
Hope you like the pictures of me and my baby cat Zeus. Now I'm gonna enjoy the rest of the evening reviewing part 1 of my favorite film, "Lord Of The Rings: The Fellowship Of The Ring". I never get tired ❤ 
Enjoy your weekend :)


Photos by Inês Ribeiros | Edition by me

22 de Maio de 2014

Cannes Film Festival: Day 3 & 4

Day 3
No terceiro dia do festival na secção competitiva tivemos apresentação de dois filmes, "Kis Uykusu (Winter Sleep)" de Nuri Bilge Ceylan, e "The Captive" de Atom Egoyan.
Equipa do filme "Winter Sleep" - Photocall. Fonte: festival-cannes.fr
Vencedor de dois Grand Prix e um de Melhor Realizador, o realizador turco Ceylan volta este ano com "Kis Uykusu (Winter Sleep)", a sua sétima longa-metragem e a mais longa da competição, com três horas e dezassete minutos. Filmado nas planícies da Anatólia, na Turquia, a acção vai desenrolar-se num hotel, lugar onde Aydin, um actor reformado, gere um hotel com a sua mulher Nihal, com a qual tem uma relação instável, e a sua irmã Necla, que encontra-se a passar por um divórcio. Com tonalidades cada vez mais frias no exterior, que mostram um Inverno cada vez mais presente, no entanto mais quentes no interior, o que tornam este lugar cada vez mais num abrigo, ao mesmo tempo que um lugar sem escapatória. The Guardian comparou o realizador a Bergman, e definiu-o como "um profundo estudo do carácter humano". Para ver o trailer clique aqui.
Equipa de "Winter Sleep" - Red Carpet. Fonte: festival-cannes.fr
Equipa de "The Captive" - Photocall. Fonte: Just Jared
"The Captive", do canadiano Atom Egoyan, não foi tão bem recebido como o seu concorrente anterior. Como a abordagem que o realizador fez anteriormente em "The Sweet Hereafter", em 1997, neste ele retrata os abusos nas relações, entre as pessoas próximas de uma menina vítima de rapto. A decoração glacial volta a ser um dos seus fundos, mais precisamente Ontário no Canadá. Num filme que compôs à base de códigos de um thriller psicológico, de modo a explorar a forma como o rapto destrói, pouco a pouco, as relações entre os protagonistas do drama. O realizador evocou a sua visão das personagens do filme, "Penso que todos os homens erram, por vezes cometam erros graves, como raptar uma criança. Foi o sentimento da culpabilidade provocada pelos erros da vida que me fascinou. Cada ser humano vive com remorso. Tentamos sempre corrigir os nossos erros. O filme tenta sublinhar a psicologia das suas personagens." Uma das muitas críticas ao filme, foi por The Guardian. Este caracterizou-o como "um sonho terrível", e que ao contrário do bem construído filme de Markus Schleinzer, "Michael", o qual se apresentou em Cannes à três anos, e que mostrou que com suficiente clareza e coragem, essas impensáveis horríveis ideias podem funcionar no cinema, "The Captive" é uma complicada e presunçosa confusão. Para ver o trailer clique aqui.
Equipa de "The Captive" - Red Carpet. Fonte: Just Jared
Na categoria de Un Certain Regard foi apresentado o filme "La Chambre Bleue" de Mathieu Amalric, e "Amour Fou" de Jéssica Hausner.
O amado de Cannes, e vencedor do prémio de melhor realizador em 2010 com "Tourneé", Mathieu Amalric, está de volta com um conto pungente de infidelidade e possível assassinato. Conta a história de um homem e uma mulher, ambos casados, que mantêm um caso no apartamento dela. Secretamente num quarto, ama-se, desejam-se, mas naturalmente o caso está condenado. Misteriosamente o marido dela vai aparecer morto, e como é de esperar, as suspeitas vai cair todas sobre o seu amante. The Guardian caracterizou-o como um "thriller erótico que está no seu melhor debaixo dos lençóis". Para ver o trailer clique aqui.
Equipa de "La Bleue Chambre" - Red Carpet. Fonte: festival-cannes.fr
Equipa de "Amour Fou" - Photocall. Fonte: Festival-Cannes.fr
Com tanto thriller, drama á mistura, era a vez de alguém apresentar um pouco de comédia. "Amour Fou" passa-se na era romântica, e é inspirada no suicídio do poeta alemão Heinrich Von Kleist em 1811. Senhor que antes de suicidar-se teve a ousadia de pedir a vários conhecidos para o acompanhar nesse acto, mas apenas recebeu uma resposta positiva de uma música casada, com a qual ele trocava correspondência. Assim antes de suicidar-se, matou essa mulher. "Tive a ideia de um filme no qual ocorre um duplo suicídio romântico, o que parece pouco romântico dito desta forma, admite a realizadora. A situação de partida, baseada num mal-entendido, chega aos poucos para a comédia, prova que a realidade das coisas consegue por vezes fazer evoluir mesmo as intenções mais idealistas". Infelizmente não consegui encontrar o trailer deste filme, penso que ainda não tenha sido divulgado, porém atualizarei o post assim que o encontre.
Equipa de "How To Train Your Dragon 2" - Photocall. Fonte: Festival-Cannes.fr
Com certeza que a parte mais alta do dia, foi da apresentação do filme, "How to Train Your Dragon 2" do canadiense Dean DeBlois, no ecrã do Grand Théâtre Lumière, com o que se comemorou os vinte anos dos estúdios de animação da Dreamworks. Saliento que este encontra-se fora de competição. É com ele que o festival vai ganhar altitute, onde o rumo é os céus. Com um antecessor tão bem recebido, premiado e inclusive nomeado a dois Oscars em 2010, a segunda parte, e continuação do filme, no que refere às criticas não lhe fica muito atrás. Harold, Astrid e Rustik, agora já adultos, aproveitam em plenitude para conquistar este novo terreno que é o céu, e no qual eles praticam com os dragões um novo jogo, um género de Quidditch mas com ovelhas.  Porém Harold e Krokmou vão explorar novos territórios, onde irão deparar-se com uma estranha gruta, que tem abrigados centenas de dragões. A terceira e última parte do filme já está confirmada, possivelmente para meados de 2016, e sobre ela DeBlois relatou na conferência de emprensa, “Sem entrar em pormenores, uma das coisas que mantivemos em mente desde o início desta trilogia, é que vamos encerrá-la explicando no que se tornou o dragão. O mistério continua por agora, mas talvez revelemos tudo em Como Treinares o Teu Dragão 3”. Apesar deste ser um filme infantil e de animação, é um excelente filme tanto para adultos como crianças, e considerado já um dos melhores dentro do género. Para quem ainda não viu, aconselho a ver, tem muito humor e ao mesmo tempo uma excelente mensagem sobre amizade. Para ver o trailer clique aqui.
Equipa do filme "How To Train Your Dragon 2" - Red Carpet. Fonte: Just Jared
DAY 4
Equipa de "Saint Laurent" - Photocall. Fonte: Festival-Cannes.fr
Equipa de "Saint Laurent" - Conferência de Emprensa. Fonte: Festvial-Cannes.fr
No quarto dia do festival, dezassete de Maio, na secção competitiva, o realizador Bertrand Bonello fez o seu regresso a Cannes pela quarta vez, com um filme que muito se tem falado, e que retrata nada menos, que a vida do ícone da alta-costura, Yves Saint Laurent, incarnado por Gaspard Ulliel. Num retrato sombrio e luminoso, "Saint Laurent" irá mostrar os anos mais emblemáticos do estilista, nomeadamente entre 1967 a 1976. A dualidade fascinante da vida do estilista, presta-se particularmente à estética de Bonello, levada à perfeição visual e à subversão, como escreveu o site oficial do festival, sobre o qual o realizador disse, "Com Yves Saint Laurent, temos uma verdadeira personagem romanesca, bastante louca. O lado visual, luxuoso, flamejante é evidente neste destino fora das normas”, ainda acrescentando sobre as técnicas do filme, "Tinha isso muito a peito, queria filmar em 35 mm. Isso oferece uma suavidade, uma riqueza às texturas que o digital pode por vezes ocultar". Pessoalmente é a primeira vez que ouço falar neste realizador francês, e tudo graças a esta longa metragem que tanto se tem especulado. E sendo este um dos filmes que mais está a dividir a crítica, faz com que cresça em mim ainda uma maior curiosidade. Para ver o trailer clique aqui.
Equipa de "Saint Laurent" - Red Carpet. Fonte: buro247.com
Equipa de "Relatos Selvajes" - Photocall. Fonte: festival-cannes.fr
Equipa de "Relatos Selvajes" - Conferência de Emprensa. Fonte: Festival-Cannes.fr
Na mesma secção, o filme que se estreou no festival e que revelou ser uma excelente surpresa, foi a comédia e thriller "Relatos Selvajes", do argentino Damián Szifron. O segundo novo realizador adicionar hoje à minha lista de pesquisa. Segundo o site oficial do festival, é sobretudo conhecido pelo trabalho que fez como argumentista em 2002 na serie "Los Simuladores". "Relatos Selvajes", é uma história sobre traição de amorosa, regresso ao passado, tragédia, ou até mesmo sobre a violência contida nos detalhes do quotidiano. Recortada em seis quadros, que inicialmente eram para ser 12, conta os infortúnios de seis personagens que ficam loucas, e que decidem “passar à acção”, desgastadas por uma sociedade que “desvirtua as relações humanas”, explica Szifron.  Apreende a multiplicação das histórias como um acto libertador, “Gosto de pensar num filme como uma viagem através de diferentes histórias de personagens muito diferentes que partilham um momento forte quando a vida diária se tornar hostil, e depois fazer com que esse coral de personagens se cruze numa linha”The Guardian caracterizou-o como "um filme terrorífico e um verdadeiro achado em Cannes", com "influências de Pedro Almodôvar (que é co-produtor no filme), talvez algo da brutalidade dionisíaca de Emir Kusturica, e até mesmo as tensões de "Duel" de Spielberg ou de "Pulp Fiction" de Tarantino". Para ver o trailer clique aqui.
Equipa de "Relatos Salvajes" - Red Carpet. Fonte: livenews.thestar.com


Equipa de "Run" - Photocall. Fonte: festival-cannes.fr
Na categoria de Un Certain Regard, foram apresentados três dramas, narrados em três continentes diferentes. Philippe Lacôte trás a sua primeira longa-metragem,"Run", a qual também está a concorrer a Camera D'or. O filme evoca um tema político do país do realizador. Sobre como surgiu todo o conceito do filme, "Run nasceu de um trabalho documental que iniciei há mais de dez anos na Costa do Marfim. Fui, no dia 15 de Setembro de 2002, com uma câmara digital, para Yopougon, subúrbio de Abidjan onde cresci, para fazer uma descrição actual de uma geração. Três dias depois, rebentou a rebelião. Comecei então a filmar o meu bairro durante as três primeiras semanas do recolher obrigatório. Um dia, fui entrevistar um Jovem Patriota. Perguntei-lhe como se tinha juntado àquele movimento e respondeu-me: "Tenho três vidas". Passei cinco anos nesse documentário, Chroniques de guerre en Côte d'Ivoire, que se tornou uma espécie de retrato autobiográfico. Mas guardei sempre esta frase na cabeça e foi ela que me deu vontade de contar a história de um jovem que terá três vidas", concluiu o realizador. Para ver um dos excertos divulgados clique aqui.

Equipa de "Run" - Red Carpet. Fonte: festival-cannes.fr
Equipa de "Fehér Isten" - Photocall. Fonte: festival-cannes.fr
Por sua vez, o realizador húngaro Kornél Mundruczó trás um conto que tem como foco um cão, "Fehér Isten (White God)". Lili tem 13 anos e tem um cão que é o seu melhor amigo. Porém com a lei que existe no país, que impõe um imposto pesado às raças cruzadas, destacando os cães de pedigrees raros, isto leva o pai abandoná-lo na rua. Dois amigos ajudam-na a tentar encontrá-lo,  mas Lili perde a esperança. Ao aperceber-se que o Homem talvez não seja realmente o seu melhor amigo, os cães vão pouco a pouco revoltar-se contra a Humanidade. O realizador inspirou-se no livro Disgrâce de J.M Coetze para a longa, e ainda contou na conferência de emprensa sobre as filmagens, "Não tenho de o sublinhar, filmar com cães é uma experiência fascinante. Quando vi 200 cães correr ao lado dos humanos, fiquei estupefacto pela beleza daquelas duas raças ao lado uma da outra". Para ver o trailer clique aqui.
Equipa de "Fehér Isten" - Red Carpet. Fonte: festival-cannes.fr
Equipa de "The Disappearance of Eleanor Rigby" - Photocall. Fonte: khaleejtimes.com
Por último, o nova iorquino Ned Benson, traz-nos também a sua primeira longa-metragem, "The Disappearance of Eleanor Rigby", que também está a concorrer a Camera d'Or. Ned narra a história de um casal de namorados, Eleanor e Connor, que vê o seu romance afectado por um golpe do destino. A ideia do filme surgiu de "uma ida ao Central Park. Já há alguns anos, estava lá a passear numa noite de Verão e os pirilampos começavam a aparecer. Achei esse momento muito bonito e muito cinematográfico. Já tinha a intenção de escrever algo sobre a complexidade do amor e das relações e foi assim que nasceu a cena que se tornou depois a primeira cena do guião, baseada nesta experiência. A partir daí, tudo se desencadeou. Participei depois à minha co-produtora, Cassandra Kulukundis, bem como à Jessica Chastain", contou o realizador. Ao contrário do que acontece noutros filmes do género, que focam individualmente as diferentes perspetivas de cada um, este foca-se em mostrar eles como um todo enquanto casal. Assim que o trailer for disponibilizado, colocarei aqui.
Equipa de "The Disappearance of Eleanor Rigby" - Red Carpet. Fonte: sawfirst.com
 

21 de Maio de 2014

Cannes Film Festival: Day 2

Equipe de "Mr. Turner" - Conferência de Imprensa. Fonte: Festival-Cannes.fr
DIA 2
O segundo dia do festival começou com a apresentação, na secção competitiva, do filme "Mr. Turner", do realizador Mike Leigh. É a quinta vez que este senhor volta à competição em Cannes, tendo já em 1996 ganho um Palm d'Or com "Secrets and Lies".  Leigh retrata 25 anos da vida de um dos maiores mestres da Pintura do Romântico, J. M. William Turner (1775-1851), interpretado por Timothy Spall. Considerado uma das figuras mais controversas do seu tempo, devido a sua indisciplina, porém um membro apreciado na Royal Academy of Arts, e visto como um dos percursores da pintura moderna. Ele viveu rodeado pelo pai e pela fiel governanta, os quais foram os seus pontos de referência, frequentava a aristocracia, tinha uma vida ritmada por viagens que lhe alimentavam a inspiração, visitava bordéis. Porém com a morte do pai, ele vai isolar-se, até que conhece a Sophia Booth, interpretada por Marion Bailey, proprietária de uma pensão á beira mar, para onde ele acaba depois por mudar-se. Timothy Spall, dá vida ao pintor da luz inglês, e Mike Leigh assina o seu primeiro filme biográfico. A obra de Turner serviu a Leigh para criar um poema à luz, a essência do cinema, através da câmara de Dick Pope, que trabalhou vários anos com Leigh para alcançar e perceber o trabalho feito por Turmer, "Investigamos a paleta de Turner e depois dividimos a nossa própria paleta de cores em função disso", explicou Pope. O filme recebeu excelentes criticas, e conta com uma excelente equipa. E sendo este um dos meus pintores paisagistas preferidos, é com certeza um dos filmes nesta categoria pelo qual estou mais ansiosa para assistir. Para ver o trailer clique aqui.
Equipe de Mr. Turner - Red Carpet. Fonte: Festival-Cannes.fr
Equipe de "Party Girl" - Photocall. Fonte: festival-cannes.fr
Seguiu-se depois a exibição do primeiro dos filmes a concorrer para Un Certain Regard, "Party Girl", dos três argumentistas e realizadores franceses Marie Amachoukeli, Claire Burger e Samuel Theis, que encontrasse a concorrer também a Camera d'Or. Ao contrário do que aconteceu no ano anterior com o filme de Sofia Coppola, "The Bling Ring", que serviu de abertura desta categoria, e apesar do nome deste indicar o mesmo género, em nada se assimila. É um retrato quase autobiográfico de Angélique, a mãe de Samuel, uma veterana dançarina francesa de cabaret que recebe um pedido de casamento de um dos clientes. Eles descrevem o filme como, "o retrato de uma mulher livre, que escolheu viver nas margens da sociedade convencional, e que penetra numa França que é muitas vezes inadequadamente representada. Com realismo total, o papel principal é desempenhado pela Angélique da vida real".
Equipa de "Party Girl" - Red Carpet. Fonte: english.ahram.org.eg
Equipa de "Harcheck Mi Headro" - Photocall. Fonte: Festival-Cannes.fr
Ainda na categoria de Un Certain Regard, foi apresentado o filme "Harcheck Mi Headro (That Lovely Girl)" da realizadora israelita Keren Yedaya. O filme conta a história de um casal fora do comum, Mosche (Grad Tzahi) e Tami (Maayan Turgeman), que são pai e filha. Inspirado na obra do escritor israelita Shez, "Far From His Absence". Segundo o site Variety o filme não relata o inicio onde tudo terá começado, mas dá para perceber que ela sofre de abuso sexual já faz um bom tempo, pois ela demonstra um perfil preciso de uma mulher sexualmente abusada, que sofre de co-dependência, auto-mutilação e bulimia. Já tendo estado presente no festival em 2004, com o filme "Or (My Treasure)", o qual lhe levou o prémio de "Caméra d'Or", pinta sempre o seu trabalho com compromisso social, no qual as mulheres representam o epicentro. Com certeza este será um filme com uma maior agressividade emocional e psicológica.
Equipe de "Harcheck Mi Headro" - Red Carpet. Fonte: Festival-Cannes.fr
Equipa do filme "Timbuktu" - Photocall. Fonte: festival-cannes.fr
Equipa do filme "Timbuktu" - Conferência de Emprensa. Fonte: festival-cannes.fr
O dia encerrou, com uma estreia absoluta, do filme "Timbuktu" do mauritano Abderrahmane Sissako, na secção competitiva. É o único filme africano este ano, e um dos que tem recebido melhores criticas até agora. Baseado em factos reais, tem como pano de fundo o domínio do norte do Mali, por grupos fundamentalistas islâmicos em 2012-13, até que o exército francês interveio.  Na conferência de imprensa sobre a génese, Sissako fez questão de salientar, "O elemento ativador foi a lapidação de um casal numa pequena aldeia do Mali. Não só pelo facto disso ter realmente sucedido, mas sim porque ninguém fala sobre isso", lamentando um mundo que se torna "indiferente ao horror". Não contendo as lágrimas ele ainda disse, "Eu choro no lugar daqueles que viveram este sofrimento real. Coragem de verdade é a de quem viveu esses momentos dia a dia. Eles travaram um combate silencioso". Ele evoca ainda sobre a "parte da humanidade" dos jahadistas, "Existe uma complexidade em cada ser humano, existe o mal e o bem. Um jihadista também é parecido connosco, mas a sua vida mudou. Quem maltrata pode duvidar. Para mim, existe nele uma humanidade". Um lugar que passa a ser caracterizado pelo silêncio, ruas vazias, sem fumo, música, futebol, e até mulheres tiveram que passar a usar luvas, meias e o véu tradicional. O que era antes vida, passa a ser uma sombra. As personagens foco da história são Kidane, Fátima e a sua filha Toya, e Issan, o pequeno pastor, que longe do caos, nas dunas do deserto, conseguem ter um pouco mais de tranquilidade e liberdade, dado que elas conseguem estar por instantes descobertas, e de noite Kidane consegue tocar um pouco de guitarra. Porém, tranquilidade que não dura muito. As filmagens foram feitas na cidade de Oualata, na Mauritânia, e o elenco inclui refugiados de Mali, ou que, tiveram contacto na época. Este com certeza é um drama devastador, rico em imagens tanto poéticas como insuportavelmente cruéis, e como bem escreveu Hollywood Reporter, "que este se torne um sinónimo dos piores excessos do fundamentalismo islâmico, que são impiedosamente retratados em toda a sua diária crueldade, horror e estupidez". Para ver um pequeno excerto do filme clique aqui.
Equipa de "Timbuktu" - Red Carpet. Fonte: marieclaire.it
Pela Red Carpet foram muitos os nomes que passaram ao longo do dia, Zoe Saldana, Julianne Moore, Blake Lively, Aissa Maiga, Hofit Golan, Marie Amachoukeli, Mathieu Almaric, Natasha Andrews, Andrea Arnold, Claire Burger, Sandrine Brauer, , Pierre Delandonchamps, Adèle Exarchopoulos, Jéssica Haussner, Liya Kebede, Arnaud Lemort, Nathalie Marchak, Chiara Mastroianni, Natacha Regner,  mas mais uma vez Blake Lively ficou com todo o protagonismo. A melhor vestida, penteada, maquilhada. Magnificent.
Blake Lively wearing Chanel Couture dress - "Mr. Turner" Red Carpet. Fonte: festival-cannes.fr
 
Hofit Golan, Julianne Moore, Victoria Bonya e Zoe Saldana - Red Carpet. Fonte: festival-cannes.fr & fashnberry